Marcelo Maron (seu tempo e do vereador Emerson): citou deputados e senadores que apoiam produtores de tabaco. Houve aparte do vereador Leandro, perguntando se deputados do PT eram favoráveis. Marcelo destacou que alguns sim, mas que não foram recebidos nos gabinetes naquela oportunidade. Que tentaram sensibilizar os políticos acerca do processo de produção de tabaco. Que eventual término da produção do tabaco iria afetar grandemente a receita do município de Canguçu e de muitos outros nos três estados da região sul. Que grande parte da produção de tabaco é exportada, de modo que pode se incentivar que não haja consumo, sem que isso cause impacto na produção. Destacou que o setor fumageiro não desmata, porque a lenha de secagem de fumo é de reflorestamento; que a mão de obra é fiscalizada, havendo controle de frequência dos filhos de produtores à escola. Que há comprometimento por parte das empresas em uma produção adequada. Que a média de renda do produtor de tabaco é o dobro da média nacional. Que o setor fumageiro cumpre 38 requisitos previstos pela legislação, sendo que utiliza menos defensivos do que aqueles usados em produções como morango e tomate.
Jardel Oliveira: disse que esteve em Brasília em diversos ministério e entidades. Que há grande preconceito em relação ao produtor de tabaco. Reforçou que, quando se defende o tabaco, não se está defendendo o consumo do produto, pois essa é uma decisão individual. Que 91% do tabaco produzido aqui é exportado e que o tabaco consumido é fruto de contrabando. Que os governos devem fornecer condições para que as pessoas permaneçam no campo, mas o que está sendo feito é o contrário. Comentou sobre o êxodo rural em municípios da região. Disse que, em agosto, o governo formará a sua opinião para levar à COP no Panamá.
Diego Wolter (seu tempo e dos vereadores Silvio e Oraci): saudou o vereador Paulo Bauer, que retornou para a Casa. Falou também sobre a ida a Brasília juntamente com o prefeito municipal. Também falou sobre a diferença entre defender a produção de tabaco e o consumo de tabaco. Que amanhã o prefeito municipal será recebido pelo vice-presidente da República para tratar sobre o tema. Também falou sobre a importância do tabaco para a economia local. Que há estudos que indicam que as propriedades que produzem tabaco não são monoculturas. Comentou sobre o repasse do deputado Alceu Moreira de meio milhão de reais para o município. Falou sobre a chegada de novos ônibus escolares. Ressaltou medida provisória destinando recursos para obras não concluídas, inclusive construção de creches, como a da Vila Isabel.
Silvio registrou o falecimento de Celina Ransom, esposa de Nelsinho Ransom, liderança no Iguatemi.
Leandro Gauger: também comentou sobre a produção de tabaco. Falou que o município não estaria crescendo se as pessoas seguissem produzindo leite, milho e feijão. Falou sobre os requisitos de acesso a programas de investimento na agricultura, em que produtores com muitas notas não têm direito. Que os vereadores precisam lutar pelos produtores de leite, pois o produto nacional está desvalorizado. Que o Poder Legislativo está sempre de portas abertas para as demandas da comunidade.
Carlos Eduardo Martins: também falou sobre o tabaco. Que o representante do Ministério da Saúde não estava na reunião para tratar sobre o tema e não viu as estatísticas que demonstram que a produção de tabaco ocorre dentro da lei. Ressaltou que o município de Canguçu evoluiu graças à produção de tabaco. Que as pessoas precisam se unir para demonstrar a importância da produção de tabaco.
Marcelo Maron: questionou a Presidência sobre a constituição da Comissão Processante para apuração de pedido de cassação. Disse que, no sorteio da comissão, foi levado em consideração apenas os presentes, sendo que o Decreto-Lei apenas menciona desimpedidos. Emerson, na presidência, esclareceu que o presidente Luciano seguiu as orientações do setor jurídico da Casa. Que a orientação foi que os desimpedidos seriam os presentes naquela ocasião.
Iasmin Roloff: falou sobre a vinda de diversos médicos pelo programa Mais Médicos. Ressaltou a constante falta de médicos no município. Falou sobre o grande número de atendimentos realizados na farmácia municipal e que seria interessante a descentralização da distribuição de medicamentos nos bairros e no interior. Disse que deveria haver comissão atuante dentro da Casa para tratar sobre produtos agrícolas. Que, ano passado, o governo federal importou leite do exterior para baixar os preços. Ressaltou que o governo federal em momento algum disse que vai acabar com a produção de tabaco. No entanto, manifestou sua discordância em relação à campanha reproduzida acerca do tema. Ressaltou que diversas outras culturas utilizam inúmeros defensivos. Que, em pequenas propriedades, o tabaco é ainda uma cultura adequada, por isso é tão complexo encontrar uma cultura substituta. Falou que, em sua família, os bens foram adquiridas graças ao tabaco. Refletiu que aqui não há tanto êxodo rural dos jovens quando comparado com outros municípios da região em que não há produção de tabaco.
Cesar Madrid (tempo do vereador Oraci): disse que a vereadora Iasmin deve se informar, porque o governo federal fez campanha contra a produção de tabaco. Disse que a 265 precisa de manutenção. Falou sobre a escolha da Senhorita Município, criticando o evento, pois havia poucos representantes da administração municipal.
Jardel Oliveira: ressaltou que há falhas no atendimento ao público atualmente no município. Registrou seu descontentamento com os eventos ocorridos na cidade. Ressaltou o dever de cobrança para que o governo leve posições corretas para a COP. Houve aparte do vereador Diego. Sugeriu que a prefeitura invista em técnicos para obtenção de recursos federais. Houve aparte do vereador Ubiratan, dizendo que uma canguçuense foi designada coordenadora para a 3º coordenadoria regional.
Iasmin ressaltou que as inscrições para o mais médicos é até dia 27 de junho. Carlos Eduardo destacou que o município já está inscrito, mas que deve esperar ser contemplado de acordo com a complexidade dos atendimentos e disponibilidade.